Todos os carros estavam parados para Fenrir. Nem mesmo o carro da polícia foi páreo para ele. Habilmente dirigindo seu carro, ele estava cruzando o estado de Nova Iorque. Fenrir era uma sombra na escuridão, dirigindo com todos os faróis apagados, usando sua visão vampírica para ver mais que os olhos mortais podem tentar enxergar.
Harry estava pronto, todos eles estavam. Não seria tão difícil pegar o ancião, era o que ele repetia para si. Estava com a bazuca apoiada no ombro direito, o projétil armado e pronto para ser disparado. Harry olhou para os lados por um instante. Do seu lado direito, fora da estrada deserta, estava Benjamim, o estranho homem que recrutou todo o grupo. No lado oposto da estrada estava o resto do grupo. Todos os quinze eram neófitos, assim como ele. Olhou para a garota que estava próxima a ele. Ela era pequena e seus olhos eram sinceros. Seus cabelos claros o faziam se lembrar dos dias de escola, há vários anos atrás. Ele, sem pensar, estava sorrindo para ela.
Ashley retribuiu o sorriso do garoto de cabelos vermelhos e espetados que sorria para ela. Ela sabia exatamente o que fazer. Pela primeira vez ela usaria seus poderes para o bem, acabariam com o vampiro que passaria a qualquer momento pela estrada. Fora escolhida por causa do seu poder. Pensava em como ela se sentiu perdida e sozinha naquele mundo de escuridão, até Benjamim aparecer na sua vida. Foi em meio a esses pensamentos que ela foi atacada por uma visão. Elas nunca eram sutis. Seus pensamentos foram substituídos por imagens que não eram suas. Um homem, pálido, com os olhos vermelhos, corria pela estrada em um carro de luxo.
Harry ainda olhava para Ashley, que ficou completamente imóvel por um instante. Sua boca se abriu e emitiu uma única palavra: Agora!
Fenrir sabia que algo estava errado, silencio demais, uma súbita tensão no ar. Seu sangue correu mais rápido que sua mente. Antes que ele mesmo pudesse entender o que estivesse acontecendo ele estava tentando desviar de um projétil que voava ameaçadoramente em sua direção. Seu carro tombou, pela primeira vez, desde que se conhecia por motorista. O impacto era inevitável.
Sid viu tudo com seus sentidos aguçados. O motorista sendo pego desprevenido, o carro tentando desviar do projétil. O carro guinou para o lado direito tão bruscamente que as rodas de sua lateral saíram do chão tombando o carro. Mas uma informação Sid guardaria eternamente: ele sentia que o ancião olhava para ele, via o brilho dos olhos do vampiro estraçalhando sua coragem, sua força de vontade. Uma coisa era certa, o tiro da bazuca atingiu em cheio o carro, enquanto ele tombava na tentativa de sair da trajetória do tiro.
Benjamim sorria, seus lacaios eram novatos, mas talentosos. Fenrir não era mais uma ameaça.

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